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Economia Comportamental : Como Influenciar Clientes com 9 Princípios?

Você sabe, ou tem curiosidade, para entender como as pessoas tomam decisões?

Se sua resposta foi não, então está na hora de começar a se preocupar em aprender. Afinal, saber como o consumidor faz suas escolhas é essencial para qualquer empresa. 

A linha de pensamento que procura entender como as pessoas tomam decisões de compra chamamos de  Economia Comportamental.

Apesar do nome poder causar estranheza e talvez até parecer muito complicado, a Economia Comportamental  na verdade é uma série de princípios que te auxiliam a entender a linha de raciocínio das pessoas na hora da decisão de compra.

Ela é essencial no marketing por nos ensinar como influenciar o público-alvo para que eles escolham pela sua marca.

É por isso mesmo que queremos te ajudar a entender como a Economia Comportamental  funciona e como você pode utilizá-la no dia a dia do seu negócio. 

Nesse texto vamos te mostrar:

  • O que é Economia Comportamental 
  • Como a Economia Comportamental  chegou para mudar o marketing
  • A diferença entre Economia Comportamental  e heurística
  • Por que aplicar a Economia Comportamental  no seu marketing
  • 9 princípios da Economia Comportamental  para influenciar clientes
  • Livros de Economia Comportamental  para continuar aprendendo

O Que é Economia Comportamental ? 

Economia Comportamental  é uma área de estudo, que se desenvolveu fortemente nas últimas 3 décadas, e tem como principal objetivo entender a relação entre o comportamento do cliente e a tomada de decisão.

Esses estudos ajudam a compreender a linha de raciocínio de seus consumidores, permitindo conhecer melhor o perfil do público e promovendo insights para melhorar a experiência do cliente.

Imagine que você acabou de acessar um site qualquer e por coincidência achou o tênis de corrida que queria a tanto tempo.

O que te leva a comprar daquele site?

Talvez seja o aviso de poucas unidades piscando na tela ou então porque já realizou outras compras nesse domínio e confia nele. Talvez até tenha comprado por puro impulso pois oferecia um desconto muito bom.

Independente do motivo, a Economia Comportamental  se responsabiliza por buscar entender como tomamos essa decisão e quais fatores a influenciam.

Colocando em dados para deixar mais fácil de visualizar, pesquisas calculam que apenas 30% da tomada de decisão têm influência racional, enquanto os outros 70% da escolha são puramente emocionais.

Isso significa que não importa o que te levou a comprar o tênis de corrida, no fundo esse impulso foi movido por suas emoções.

Para o marketing esse é um indicativo de que não adianta basear campanhas apenas em vantagens objetivas, é preciso envolver o cliente, criar uma conexão verdadeira com ele para influenciá-lo a escolher sua marca.

A Economia Comportamental  oferece lições valiosas sobre como avaliar comportamentos e se adaptar a eles.

Por hora, vamos focar em entender como esse estudo, que começou a dar seus primeiros passos na década de 1970, conseguiu unir efeitos psicológicos, emocionais, econômicos, sociais e cognitivos ao marketing.

Como a Economia Comportamental  vem Mudando o Marketing?  

Seja você um profissional do marketing experiente ou apenas um recém chegado a área, é um tanto óbvia a necessidade de entender a fundo a jornada de compra do cliente.

Saber por quais estágios ele passa e qual caminho faz desde a primeira pesquisa até o momento da fidelização é essencial.

Diagrama da jornada do cliente. Ordem: Necessidade, descoberta, avaliação, compra, primeiro valor e valor recorrente.

Mas uma parte dessa jornada que pode ficar um pouco nebulosa é o porquê de o consumidor avançar da dúvida para a realização da compra.

Talvez você se pergunte o que o leva a fazer isso e como você pode melhorar esse caminho para que mais pessoas sejam levadas até sua conversão.

Foi pensando nisso que pesquisadores tiveram a brilhante ideia de mapear o comportamento dos consumidores a fim de entender esse ponto de virada entre a dúvida e a compra.

A Economia Comportamental  passa então a ser aplicada ao marketing como uma forma de otimizar as plataformas de venda a fim de facilitar respostas emocionais positivas dos clientes.

Isso acaba por gerar mais leads, mais conversões e mais fidelizações.

No decorrer de todos esses anos de pesquisa para entender a fundo a Economia Comportamental , descobriram que cerca de 95% das decisões diárias que tomamos são feitas em “piloto automático”.

A esse impulso inconsciente damos o nome de Heurística.

Ela é responsável por nos orientar e decidir rapidamente entre as opções de escolha para que não gastemos muito tempo ou esforço fazendo isso.

Especialistas já constataram que um ser humano adulto costuma tomar por volta de 35 mil decisões diárias. Se fossemos ponderar meticulosamente cada uma delas não faríamos mais nada o dia todo.

Para que isso não aconteça, nosso cérebro desenvolveu a heurística para facilitar nossa vida.

Esse processo inconsciente acaba atingindo em cheio o marketing, afinal agora sabemos que a maior parte dos nossos consumidores não pensam muito a fundo antes de realizarem a compra.

Logo, a Economia Comportamental  chega como uma forma de unir a heurística ao marketing de forma amistosa.

Isso significa que agora, sabendo da existência do processo heurístico, devemos criar estratégias que auxiliem o cérebro de nossos clientes a optarem pela sua marca.

E isso tudo está ligado, principalmente, às emoções que geramos no público-alvo.

Como já mencionamos 70% do processo de tomada de decisão é feito por questões emocionais, então porque não usufruir disso?

Ao unir a Economia Comportamental  ao marketing o que fazemos é, na verdade, ajudar nossos clientes nos processos heurísticos diários que eles realizam.

Economia Comportamental  vs Heurística 

Por mais que sejam conceitos próximos e que se complementam, a heurística e a Economia Comportamental  não podem ser confundidas.

Enquanto a primeira se responsabiliza pelo processo de decisões automáticas, a segunda é a base que constrói essas decisões.

Talvez ainda esteja confuso, então vamos usar um exemplo.

Pense que você está a procura de um notebook novo e precisa dele rápido, afinal o seu não funciona direito e o trabalho home office não pode parar.

Seu impulso natural é entrar no site de compras que está mais habituado e selecionar o notebook que melhor se encaixa no seu bolso e pré-requisitos.

Bingo! Você acabou de realizar um processo heurístico e de Economia Comportamental .

O que te levou a acessar o site de costume para procurar pelo notebook? 

Talvez ele nem tenha o melhor preço para esse produto, mas você confia no site por já ter comprado diversas vezes e ter boas experiências. Essa sensação de conforto e segurança é o que chamamos de Economia Comportamental .

Uma vez que você confia no site, sua resposta natural foi acessá-lo sem nem mesmo pesquisar pelo notebook em outros domínios. Essa resposta automática impulsionada pelo seu sentimento de confiança é um processo heurístico.

Podemos dizer, então, que a Economia Comportamental  é aquela voz que te indica os caminhos baseada em suas emoções.

Enquanto a heurística são seus passos automáticos por essa estrada de tijolos amarelos.

Quando esses dois processos se unem, eles não só abrem centenas de possibilidades aos profissionais de marketing como também ajudam os clientes em seu dia a dia, otimizando cada vez mais suas vidas.

Contudo, a Economia Comportamental , diferente da heurística, possui 3 diferentes linhas de pesquisa

Isso porque os estudiosos, por vezes, seguem por vieses distintos. Mostraremos cada um desses diferentes caminhos para que você entenda profundamente como a Economia Comportamental  se aplica.

Nenhuma dessas teorias é mais correta ou mais errada, apenas enxergam a economia do comportamento por diferentes olhares.

Escolha Racional

Defendida pelo economista Gary S. Becker, no livro “The Economic Approach to Human Behavior” de 1976, esse viés entende que o homem tem preferências estáveis que influenciam seu comportamento.

Isso significa para Becker que por mais que nossas escolhas sejam emocionais, elas escondem uma racionalidade.

Essa suposta racionalidade que embasa as emoções leva às escolhas serem dificilmente mutáveis, fixando uma decisão heurística repetitiva para situações semelhantes.

Isso a fim de estabelecer decisões certeiras e corretas todas as vezes.

A imagem de escolha heurística mostra uma mulher com o dedo indicador no rosto, mostrando pensar. o fundo da imagem é liso e rosa.

Teoria do Prospecto

O segundo viés, embasado por Amos Tversky e Daniel Kahneman, defende que nem sempre essas escolhas são realmente ótimas.

Os pesquisados afirmam que nossa disposição natural para assumir riscos é influenciada por questões externas.

Em suma, eles concordam que as decisões variam de acordo com o contexto.

Usamos um exemplo da Behavioral Economics para que fique mais claro.

Imagine que deva escolher entre as opções:

  1. A) Um certo ganho de $ 250, contra
    B) 25% de chance de ganhar $1000 e 75% de chance de não ganhar nada?
  2. Ou:
    C) Uma certa perda de $ 750, versus
    D) Uma chance de 75% de perder $1000 é uma chance de 25% de não perder nada?

A Teoria do Prospecto afirma que em uma situação de ganho, como a 1, é natural que as pessoas escolham a alternativa (A), porque ela é mais segura.

Mas caso da situação de perda, como a 2, é mais provável que a escolha feita seja a (D), porque ela representa uma aparente menor chance de perda.

As pessoas não gostam de perder, então por mais que racionalmente as duas questões signifiquem a mesma coisa, optamos emocionalmente por aquela que aparenta ser mais vantajosa de acordo com o contexto.

Apenas para deixar mais claro, segundo o viés da Escolha Racional, as respostas não se alterariam da questão 1 para a 2, por seguirem o mesmo fundo racional para a tomada de decisão.

Racionalidade Limitada

Segundo o último viés, nossa mente precisa ser entendida em relação ao ambiente em que evoluíram.

As decisões nem sempre são ótimas, mas buscam este ideal.

Isso porque existem limitações de conhecimento que variam de pessoa para pessoa, bem como de tempo para tempo, e influenciam as escolhas.

Por mais que nem sempre tenhamos a capacidade de realizar a melhor escolha, optamos pela que parece melhor aos nossos olhos naquele momento.

Essa escolha não é fixa como propõe a Escolha Racional, ou varia segundo o contexto como a Teoria do Prospecto, mas se altera de acordo com a pessoa que a faz e com suas experiências pessoais de vida.

Assim, no exemplo que demos anteriormente, a Racionalidade Limitada defenderia que a escolha entre as questões 1 e 2 não precisam variar, caso o entrevistado tivesse conhecimento suficiente para detectar que, na verdade, elas dizem a mesma coisa.

Aqui na ZMOT Institute acreditamos na complementaridade entre a Teoria do Prospecto e a Racionalidade Limitada.

Acreditamos que as pessoas sempre querem tomar a melhor decisão, mas são influenciadas pelo ambiente/contexto em que estão presentes e por suas histórias de vida.

Agora que você já entendeu um pouco melhor sobre os conceitos, vamos te mostrar como usá-los no dia a dia dos seus negócios.

Porque Aplicar a Economia Comportamental  nos seus Negócios?

Se você compreendeu que a economia do comportamento é a base dos processos de tomada de decisão, fica fácil entender sua importância para o marketing.

Ela será o impulso para que seu cliente seja convertido.

Logo, conhecer os princípios da Economia Comportamental e  aplicá-los a sua empresa, faz com que seja possível influenciar seus clientes a optarem por você.

A idéia aqui é encantar o consumidor com mais facilidade, ajudando-o a decidir de forma mais fácil e rápida.

Isso irá facilitar o processo de fidelização e ainda será um importante diferencial para a sua marca.

Por se tratar de emoções, tudo gira em torno da experiência, ou seja, como as pessoas se sentem e agem durante o processo de compra.

Quanto melhor o cliente se sentir mais fácil é para ele comprar, e por isso você deve criar a melhor Customer Experience possível.

Para isso, muitas empresas têm utilizado os conceitos de User Experience para revolucionar a experiência de seus clientes.

Ao prever esse comportamento irracional e emotivo dos clientes, adicionar elementos de heurísticas e gatilhos mentais à sua comunicação empresarial passam a fazer todo o sentido.

Por último, a Economia Comportamental  prova a força que nossas emoções têm sobre todas as escolhas que tomamos, mesmo que gostemos de pensar que elas são puramente racionais.

Conhecer o poder e os caminhos que nossa mente oferece é uma maneira excelente de influenciar pessoas e gerar retorno.

Curioso para colocar o que aprendeu até agora? Sem problemas, vamos ver alguns dos princípios mais eficientes e como você pode utilizá-los desde já.

9 Princípios da Economia Comportamental  que você pode usar facilmente

Chegou o momento que todos esperavam…Como colocar a Economia Comportamental  em prática?

Vamos abordar aqui 9 princípios, mas não se deixe limitar por esse número. Existem muitos deles na literatura, mas separamos para você aqueles que consideramos infalíveis.

Aplique essas propostas na sua empresa e veja os resultados!

1. O Poder do “Grátis”

Uma simples palavra mágica que pode mudar tudo: “Grátis”.

Poucas coisas têm um efeito tão positivo no processo de compra do que prometer brindes, presentes e afins, tudo gratuíto.

Essa ideia de “compre um e ganhe outro” é um gatilho mental que nos impulsiona.

O consumidor busca sempre maximizar o valor da compra, assim como todos nós, então basicamente ofereça mais valor através de produtos/serviços grátis.

E por mais que dizer “compre um e ganhe outro”  e “compre dois com 50% de desconto” seja exatamente a mesma coisa, a palavra “ganhe” na primeira proposta tem um efeito muito mais poderoso.

Novamente, ela demonstra uma vantagem, um ganho. Por isso, pense bem como estruturar suas campanhas e tenha em mente o que pareceria mais atrativo caso você fosse o consumidor da sua marca.

Um ótimo exemplo são as ofertas do Subway de compre um e leve dois.

Imagem de uma promoção da empresa subwat que mostra "leve dois, pague um".
Fonte: Subway

2. Prova Social

A prova social é uma ferramenta poderosa de influência.

Isso porque as pessoas têm uma tendência maior a confiar e consumir produtos que têm a aprovação da sociedade, afinal essas pessoas já experimentaram a oferta e asseguram que ela faz sentido e realmente entrega o que promete.

Por isso que as avaliações são tão importantes. 

Estudos afirmam que 81% dos consumidores confiam em empresas que possuem comentários positivos.

Pense, por exemplo, no seu caso. Você chegou até aqui, mas talvez não tenha ouvido falar na ZMOT Institute. Porém, quando você acessa nosso site, e vê que pessoas de verdade estão comentando sobre nós, isso te dá mais segurança.

Imagem de pessoas avaliando a empresa.

Como regra geral, dê o máximo de prova social para seus clientes. Eles vão entender que você é bom porque outros estão falando isso.

3. Escassez

Edições limitadas e últimas chances têm um efeito positivo na Economia Comportamental .

Isso porque os consumidores tendem a dar mais valor a produtos que tenham uma quantidade limitada.

A escassez gera não só a necessidade de consumo nos clientes, como também faz com que se sintam especiais por terem acesso a algo mais exclusivo.

Um bom exemplo é a campanha publicitária promovida pela StarBucks em 2019 que colocava no cardápio a bebida Pumpkin Spice Lattes.

O café inspirado nas comidas tradicionais do feriado americano de ação de graças era uma edição limitada que estaria disponível por poucos meses.

Imagem de propaganda da marca starbucks que mostra uma bebida promocional chamada pumpkin spice late.

Utilize ofertas por tempo e quantidade limitados, isso vai ajudar seus clientes a entenderem que a compra precisa ser feita agora, caso contrário vão perder a oportunidade de fazer um bom negócio.

4. Medo da Perda

Seguindo o mesmo caminho da escassez, a aversão a perda é uma reação natural do nosso cérebro que nos induz a consumir pela simples sensação de “não posso perder a oportunidade”.

Resumindo, isso significa que o arrependimento de gastar R$10,00 pesa muito mais na mente dos clientes do que o prazer de ganhar R$10,00.

Essa aversão a perda nos diz que para convencer o consumidor, uma boa estratégia é mostrar o que ele está perdendo se não realizar a compra.

Para exemplificar, pense nas ofertas limitadas da Amazon. Elas induzem os consumidores a comprar para que eles não percam essa oportunidade.

Imagem da sessão de promoções da loja online Amazom. Mostra a promoçãp de um suporte para tablet, outro para celular, um vestido preto e um pendrive.

Procure mostrar quanto o cliente irá perder se não aproveitar a oferta que você está oferecendo. Combinado com a Escassez, você pode utilizar gatilhos como, por exemplo, “Não perca esse desconto de R$ 300,00 com essa oferta que vai até amanhã”

5. Propriedade Parcial

É comum que a maioria das empresas de serviços disponibilizem um período de teste grátis.

Com essa avaliação você dá ao cliente a sensação de propriedade sobre aquele serviço, afinal está nas mãos dele a escolha.

Isso ajuda a desenvolver um apego emocional muito maior no consumidor, que tende a pagar para continuar a usar o serviço.

As pessoas dão muito mais valor a algo que já possuem, afinal já tiveram algum benefício com esse produto/serviço, e também por não desejarem perder.

Streamings como TeleCine e Netflix, por exemplo, usam dessa estratégia de “teste grátis”, assim como as lojas de veículos quando te convidam para um test-drive.

Imagem da promoção de 30 dias grátis do TeleCine.
Fonte: TeleCine

Procure oferecer uma “degustação” aos seus clientes, eles vão utilizar seu produto/serviço e não vão mais querer parar. 

Apenas não se esqueça que a qualidade e a experiência aqui são um ponto chave, afinal se a primeira impressão for ruim a venda está perdida.

6. Enquadramento

Esse é bem simples…o enquadramento que você dá para o seu produto interfere em como o cliente o enxerga. A idéia aqui é “criar um contexto” que ajude o cliente a perceber onde ele está.

Complexo?… Pense na estratégia de enquadramento da Tesla, por exemplo.

Uma vez que a marca entende que seus consumidores chegam até ela por sua excelência e inovação no mercado de carros elétricos, não há necessidade de focar em aspectos como preço, porque não é isso que importa para pessoas que querem estar à frente do seu tempo.

Assim, ela foca nas vantagens da experiência de se ter um carro Tesla.

Imagem da dos benefícios de se ter um carro tesla. Print da home do site da Tesla.
Fonte: Tesla.com

Por isso, busque saber quais são os objetivos que seus clientes buscam alcançar com seu produto/serviço e as use como base do enquadramento do seu plano de marketing.

7. Efeito Chamariz

Por mais estranho que pareça, a preferência dos consumidores costuma aumentar quando uma terceira opção, menos vantajosa, é apresentada.

Isso porque ela torna as demais opções mais atrativas. Lembra da famosa expressão “cigarro de bar”?

Um produto chama a atenção dos clientes, para depois fazer up selling ou cross selling de outros.

Podemos ver outro exemplo dessa estratégia na empresa Shutterstock, e muito usada em diversas outras empresas de tecnologia. 

Imagem de uma tela com a opção de vários pacotes de softwear em diferentes valores.

Ela tem 4 opções de assinaturas distintas, uma delas muito barata para tornar o produto acessível a todos, porém sem tantos benefícios. Quem precisa de pouca coisa a mais já precisa fazer o upgrade.

Procure criar os seus produtos/serviços chamariz, afinal eles vão fazer seu cliente converter mais fácil e perceber o valor da sua oferta/marca/empresa mais cedo, criando a oportunidade para outras ações que gerem um maior Lifetime Value (LTV).

8. Paradoxo da Escolha

Oferecer mais opções nem sempre significam mais vendas.

Limitar o número de opções disponíveis ajuda o cliente a tomar uma decisão mais objetiva.

Às vezes, quando as escolhas são muitas, o consumidor acaba se sentindo sobrecarregado e vai embora sem realizar a compra ou a procrastinam com medo de tomar a decisão errada.

Um excelente exemplo é a empresa de Softwares SiteGround. Ela oferece apenas 3 opções para configurar seus serviços de hospedagem em um primeiro momento.

Mas assim que o cliente é convertido ele pode acrescentar compras e serviços adicionais  ao seu pacote.

Essa estratégia reduz a fadiga de escolha do consumidor e o induz a decidir rápido pela compra.

Imagem mostra diferentes opções de pacotes de softwear.

Simplifique o processo de  tomada de decisão do seu cliente, ele vai te entender  mais facilmente. Uma outra dica aqui é usar as Tabelas de Comparativas.

9. Ancoragem

A última estratégia é também uma das mais importantes. 

A ancoragem é a prática de oferecer primeiro aos clientes a opção mais completa, com todos os benefícios e atributos do seu produto, para em seguida mostrar as escolhas menos completas.

Assim, você ancora a expectativa do seu cliente em algo melhor e mais completo, ativando gatilhos mentais em que ele se imagina tendo todos esses benefícios, e por consequência desejando essa opção, que naturalmente é a mais cara.

Para ilustrar esse princípio vamos utilizar como exemplo os pacotes da marca Crazy Egg. Veja como o preço do pacote Pro, de $99, se torna âncora para os pacotes mais baratos.

Imagem mostra um pacote mais caro de softwear e na sequência um mais barato em destaque.

A dica aqui é você sempre apresentar o produto/serviço mais completo, com a maior quantidade de benefícios, para aumentar a expectativa do cliente. 

Porém, não deixe de apresentar as versões mais baratas, e reforçar quais atributos estão sendo perdidos em troca desse desconto no preço.

Como te falei, esses são 9 dos princípios de Economia Comportamental que mais funcionam a meu ver, mas existem diversos outros.

Se você tem interesse por esse tipo de assunto, e deseja se aprofundar ainda mais, aqui vão algumas sugestões de livros que vão com certeza te ajudar.

Livros de Economia Comportamental 

Para te incentivar a continuar expandindo seus conhecimentos, selecionamos 5 livros que podem te ajudar a compreender mais sobre a Economia Comportamental.

Misbehaving: A Construção Da Economia Comportamental

Um dos pais-fundadores da Economia Comportamental , Richard H. Thaler remonta neste livro a história dessa disciplina, dos seus primórdios nos anos 1970 até suas aplicações na atualidade. 

Com exemplos que vão das altas apostas do mercado financeiro até o que influencia no momento de escolha do jantar, o autor traça de forma leve e bem-humorada os principais conceitos dessa área de conhecimento, resultando em uma leitura essencial para todos aqueles que desejam se conectar com o futuro do pensamento econômico.

Nudge. O Empurrão Para A Escolha Certa

Todos os dias temos de tomar decisões a respeito de assuntos que vão desde investimentos pessoais à escola que nossos filhos irão estudar, do que comeremos ao longo do dia às causas que defendemos. 

Infelizmente, fazer as escolhas erradas faz parte da condição humana. 

Thaler e Sunstein nos convidam a entrar num mundo alternativo que estabelece a nossa condição humana como um dado. Os autores mostram que sabendo como as pessoas pensam é possível estabelecer uma arquitetura da escolha que facilita o reconhecimento das melhores opções.

Rápido e Devagar 

Em Rápido e devagar: duas formas de pensar, Daniel Kahneman nos leva a uma viagem pela mente humana e explica as duas formas de pensar: uma é rápida, intuitiva e emocional; a outra, mais lenta, deliberativa e lógica. 

Kahneman expõe as capacidades extraordinárias – e também os defeitos e vícios – do pensamento rápido e revela a influência das impressões intuitivas nas nossas decisões.

Previsivelmente Irracional

Por que continuamos com dor de cabeça depois de tomar um remédio barato, mas a dor vai embora com uma medicação cara? Por que ostentamos refeições luxuosas, mas queremos economizar vinte centavos em uma lata de ervilha?

Sempre acreditamos que nossas escolhas são inteligentes e racionais, mas Dan Ariely joga por terra essas crenças com revelações surpreendentes que mudam a forma como entendemos o comportamento humano.

E como você leu o texto até aqui acredito que tenha interesse em assuntos relacionados a Comportamento do Consumidor… certo!?

Por isso, antes de finalizarmos, queria te sugerir para se cadastrar na nossa Newsletter.

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Conclusão

A Economia Comportamental  é uma bela forma de nos conduzir pela mente humana e entender a tomada de decisão.

Ela nos explica como nossos clientes costumam se comportar e nos orienta a forma de induzir comportamentos que sejam benéficos para eles e para a as marcas. 

Saber como influenciar pessoas é um dos fatores principais do marketing, e por isso conhecer a Economia Comportamental  é tão importante.

Mas você já conhecia esse conceito? Sabia como aplicá-lo?

Diga para nós o que achou dos conteúdos nos comentários!

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Rodrigo Wiethorn é Administrador de Empresas pela UFSC, entusiasta de Tecnologias Web, Darwinismo, Economia Compartilhada, Marketing e Comportamento do Consumidor, temas estes abordados em seu blog ZMOT Institute e portais como Digitalks e Startupi. Atua como COO da Hostinger Brasil, apontada pela publicação The Huffington Post como uma das 5 empresas que está ajudando a mudar o mundo através do empoderamento das pessoas pela internet. Conquistou o Prêmio Top de Marketing e Vendas da ADVB/SC 3 anos consecutivos (2017-2019), assim como a certificações Great Place to Work (GPTW), o Selo RA 1000 do site Reclame Aqui bem como o Prêmio Empresa Cidadã 2018 da ADVB/SC